Sustentabilidade

Made in Italy sem óleo de palma, excelência alimentar sustentável

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Made in Italy sem óleo de palma. As excelências alimentares italianas eliminaram a gordura tropical de suas receitas. A revolução aconteceu em pouco menos de dois anos. E agora, outros países, como França, Espanha e Suécia, estão seguindo o exemplo italiano.

Made in Italy sem óleo de palma, qualidade e segurança

 A remoção do óleo de palma dos produtos alimentares italianos iniciou no final de 2014, quando Great Italian Food Trade lançou uma petição em conjunto com Il fatto alimentare pedindo à indústria italiana a reformulação de suas receitas.

O ponto de virada a favor do palm oil free veio após o parecer científico publicado pela Autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) em 3 de maio de 2016 evidenciando:

– a presença de contaminantes cancerígenos e genotóxicos no óleo de palma, em quantidade 6-10 vezes superior a outras gorduras vegetais refinadas,

– a extraordinária difusão do óleo de palma em receitas de produtos alimentares comercializados na Europa,

– a preocupante exposição de recém-nascidos, crianças e adolescentes aos contaminantes mencionados.

Coop Italia, a primeira cadeia de grande varejo da Itália, eliminou rapidamente o óleo de palma de seus produtos de marca própria enfrentando custos superiores a 10 milhões de euros. A Coop Italia delineou a estrada que foi seguida por quase todos os operadores do mercado italiano. Rigosoramente palm oil free.

Made in Italy sem óleo de palma, as razões de uma escolha

Além dos graves riscos à saúde (ligados à presença de contaminantes tóxicos, e à uma elevada quantidade de gorduras saturadas), o óleo de palma constitui uma grave ameaça aos direitos humanos e do meio ambiente.  Mesmo quando rotulado como “sustentável”.

‘O óleo de pala sustentável é uma história falsa’, declara Dario Dongo, fundador da Great Italian Food Trade, da Food & Agriculture Requirements e idealizador da petição italiana contra o óleo de palma. ‘Isso foi confirmado pelos relatórios da Environment Protection Agency (USA) e da Commissione europea. O impacto ambiental da palma é comparável com o dos combustíveis fósseis. Pior, enquanto o petróleo é extraído de terrenos desertos, o óleo de palma é obtido de plantações, erradicando patrimônios de biodiversidade, como as florestas tropicais‘.

O engano do óleo de palma de plantações certificadas como “sustentáveis” foi revelado por ONGs independentes, como Amnesty International, que documentou o trabalho de menores em condições próximas da escravidão. Com o agravante da exposição dos trabalhadores a pesticidas neurotóxicos – como o paraquat – nos campos de onde provém  óleo de palma certificado como “sustentável” pela RSPO. Realidade conhecida também no Parlamento europeu, que denunciou a  falta de confiabilidade dos certificados.

Os cultivos de óleo de palma também constituem uma causa primária do roubo de terras (land grabbing) – vale dizer, da deportação violenta da população indígena que desde sempre habita os territórios e dodesmatamento de florestas turfeiras em área tropical